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Dentre os motivos pelos quais o Go Horse abomina os burocratas do PMI, podemos citar a quantidade de árvores derrubadas para imprimir milhões e milhões de cópias do tal PMBOK, publicação que não passa de um grande repositório de asneiras. A documentação oficial do Go Horse possui uma única página.

No extenso conteúdo inútil de tal publicação, encontra-se um capítulo sobre estruturas organizacionais: funcional, matricial ou projetizada. Empresas são compostas por pessoas, as quais têm uma necessidade inerente de hierarquizar-se. Os burocratas do PMI caem no ridículo de categorizar a hierarquia, escrevendo um capítulo inteiro sobre o tema.

O Go Horse joga no lixo as classificações do PMI, por um simples motivo: os burocratas do PMI partem de uma premissa equivocada. Eles acreditam que a natureza do trabalho exercido pela empresa define a estrutura a ser adotada, e que as posições do organograma são preenchidas de acordo com critérios bem definidos. Em suma, eles crêem que a estrutura e os critérios definem as pessoas.

Mas eles estão errados!

A premissa correta é a oposta: as pessoas definem os critérios e a estrutura.

Veja, abaixo, uma ilustração da estrutura organizacional Go Horse, baseada no “Círculo da Confiança”.

Estrutura organizacional Go Horse

Empresas são instituições que visam o lucro dos seus acionistas, geridas por um pequeno círculo de compadres. Eles são amigos, parentes, ou simplesmente têm empatia recíproca. Esse círculo de confiança se renova por critérios jamais técnicos: colocar um horse competente em uma função gerencial seria uma estupidez.

O círculo de confiança é uma maneira sadia que os compadres utilizam para obterem os maiores ganhos pessoais possíveis. Em resumo:

  • As pessoas definem os critérios: se há uma vaga interessante aberta, e o gerente deseja que a mesma seja preenchida por alguém de sua confiança, ele estipula critérios que justifiquem tal alocação. Exemplo: para a vaga x, será escolhido o candidato que tenha olhos azuis, seja loiro e tenha 1,80m.
  • As pessoas definem as posições: um filho, sobrinho ou afilhado de um gerente está alocado em uma posição semelhante à dos horses? Então cria-se uma posição de coordenação para que esse membro do círculo de confiança esteja em seu devido lugar.
  • As pessoas ou empresas definem os critérios dos processos de contratação de serviços: em uma concorrência, os critérios devem ser ajustados para que empresas cujos donos são amigos da gerência estejam perfeitamente adequadas.

É essa estrutura organizacional, e não a baboseira do PMI, que vem trazendo desenvolvimento ao mundo e dando competitividade às empresas. O resto é bullshit.

Frase do Dia

Mercenário é aquele profissional que trabalha por dinheiro como todos os outros, mas ao contrário da maioria, admite isso abertamente.

O internauta J. L. pergunta:

O axioma 11 do eXtreme Go Horse diz que o XGH é totalmente anárquico, de modo que a figura do gerente de projetos seja descartável. Porém, este site menciona a figura do gerente de projetos Go Horse com frequência. Não seria isso uma contradição?

Prezado internauta,

Muito obrigado pela sua pergunta. Ela demonstra o seu interese pelos Grandes Axiomas do eXtreme Go Horse. Responderei à sua pergunta no intuito de elucidar uma dúvida que, com certeza, paira nas mentes de muitos outros visitantes deste site.

Não existe contradição. Quando o GHP diz que o gerente de projetos é descartável, nos referimos à figura do burocrata do PMI – aquele cara que é gerente apenas do projeto, e cuja única função é coordená-lo aplicando as burocráticas, penosas e custosas técnicas do PMBOK.

O Go Horse despreza esse tipo de função. O projeto deve sim ter um gerente: o gerente funcional!

Nos últimos tempos, mais e mais empresas vêm aderindo à modinha do PMI, instutuindo as figuras do gerente funcional e do gerente de projetos. Algumas chegam ao cúmulo de equiparar o poder de ambos os gerentes, atribuindo o mesmo nível de importância aos dois. Isso é um absurdo!

Os burocratas classificam as organizações matriciais de acordo com o poder do gerente de projetos: a matriz pode ser fraca, balanceada ou forte. O Go Horse despreza tamanho bullshit, e prega que o gerente funcional deve mandar no projeto, pois alocar recursos a um outro gerente de projetos diminui o poder e o império do primeiro.

Em função disso, surge a seguinte dúvida: teriam os gerentes funcionais tempo para executar as suas atribuições e, além disso, gerenciar os projetos? A resposta é simples: sim, pois com Go Horse não se gerencia projeto nem se perde tempo planejando: apenas se trabalha, cabendo ao gerente chicotear os seus subordinados devidamente.

O internauta e GoHorser F.B. abrilhanta este site com o texto que pode ser conferido abaixo.

Dando continuidade à série “Quebrando Mitos”, essa libertária iniciativa dos praticantes do estupendo método Go Horse, este artigo elucidará o ledo engano que leva muitos horses a buscarem desesperadamente uma posição em empresas multinacionais.

Existe uma crença enraizada na nossa cultura, e em nenhum momento desmentida, de que as empresas multinacionais pagam bem. É uma das verdades jamais questionadas pelos horses, mesmo depois de os mesmos serem contratados e perceberem que o dinheiro termina antes do mês.

O fato é que o salário será, invariavelmente, o menor possível. Citando Bill Gates em sua aparição nos Simpsons, “Eu não fiquei rico assinando cheques”. Isso é verdadeiro para qualquer empresa, mas é uma política abertamente praticada em empresas multinacionais.

Há muito tempo atrás, quando os Estados Unidos ainda tinham um custo de produção aceitável, as empresas produziam em seu próprio território e despachavam os produtos para os mercados consumidores. Com o aumento deste custo, estas mesmas empresas resolveram buscar horses mais baratos em outras pastagens. Iniciou-se então a busca por low-cost locations (locais de baixo custo).

Tal iniciativa, que prova a genialidade dos gerentes GoHorsers, se iniciou na Índia e nos então apelidados “Tigres Asiáticos”. Algum tempo depois, a China resolveu também disponibilizar seus horses, o que levou a terceirização da manufatura a um novo patamar, legitimando essa brilhante idéia. Começou a era do trabalho low-cost off-shore, na qual chineses e demais asiáticos competiam para ver quem trabalhava pelo menor prato de comida. Bilhões foram economizados neste deslocamento da produção. Praticamente todas as grandes empresas Go Horse adotaram esse modelo.

Nosso país sempre foi caro demais para competir com os custos irrisórios praticados no oriente. Fatores como as nossas leis trabalhistas, nossa preguiça latente e o custo de manter um estado paquidérmico impediam que tal iniciativa Go Horse fosse implementada em terras tupiniquins. Mas, de repente, tudo melhorou: os Go Horsers Estadounidenses se deram conta da inconveniência de se lidar com culturas como a indiana. Além disso, o fuso horário de dez ou mais horas de diferença prejudicavam o sono dos gerentes e comprometiam seus jogos de Golfe, jantares caros e visitas a puteiros – uma situação inadmissível.

Neste momento, as empresas começaram a procurar locais mais próximos, e ainda assim de baixo custo. Várias hipóteses foram cogitadas, inclusive navios de trabalhadores que, por estarem em águas internacionais, estariam isentos de impostos. Por fim, nosso Brasil, com todas as suas desvantagens inerentes, passou a ser uma opção: estamos praticamente no mesmo fuso horário, falamos um inglês medíocre, porém compreensível, fomos criados vendo Barrados no Baile e ouvindo Bon Jovi. E o principal: baixo custo. Começou então a era do low-cost near-shore, na qual o Brasil leva uma grande vantagem sobre os outros miseráveis.

Esta é a era na qual nos encontramos, e é por isso que tantas empresas multinacionais afloram pelas nossas pradarias. Não é pela beleza de nossa terra, pela competência de sua gente, ou em missão humanitária de trazer o desenvolvimento para o terceiro mundo. É única e exclusivamente para cumprir a nobre e sagrada missão de legítimos GoHorsers.

Tendo isso em mente, poderia uma low-cost near-shore location pagar bons salários para seus funcionários? A resposta é bastante óbvia.

Saudações
Low-cost-goHorser

O site do Go Horse é mais uma vez campeão no Google. Ao efetuar uma busca por “orçamento PMI”, o internauta obtém, como primeiro resultado da lista, o post Estudo de Caso – com Go Horse é mais barato.

Aos burocratas só resta chorar.

Chora, burocrata!

Todos sabem que a finalidade das empresas é gerar lucro para os seus respectivos acionistas, e nada mais. Bem-estar dos funcionários, sustentabilidade, responsabilidade social e outras asneiras não passam de bullshit. Enriquecer os acionistas é a única coisa que importa.

Ao longo dos anos, estudiosos Go Horse pesquisaram maneiras eficientes de se obter o maior lucro possível. É sabido que a eficiência é diretamente proporcional a quanto se consegue tirar dos horses. Então como tirar o máximo deles?

A primeira abordagem foi a chibata, implementada na Revolução Industrial e sustentada por décadas: manter os horses em rédea curta para que rendessem ao máximo. Apesar de parecer a melhor opção à primeira vista, a chibata se mostrou ineficiente.

Depois se tentou o oposto: liberar geral. Horses passaram a ter mordomias tais como cafezinho liberado, sede campestre, festinha de aniversário, cadeira estofada, ar condicionado, apenas 8h48min de trabalho por dia, e assim por diante. Em um ambiente como esses, os horses demonstraram um melhor rendimento. Mas nós, GoHorsers, sabíamos que era possível explorá-los ainda mais.

Então chegamos à solução perfeita: a “Competição Saudável”.

Se em algum momento, na sua empresa, um superior seu verbalizou que ali se emprega uma dose de competição saudável, saiba que este gerente aplica uma das mais avançadas técnicas Go Horse de gestão, demonstrando maturidade na matéria.

E você se pergunta: “pode uma competição ser saudável? Se onde há competição há vencedores e perdedores, o que há de saudável para os perdedores?”.

A resposta é: releia a primeira frase deste post. A competição é saudável para a empresa, pois não é interessante que ninguém mais além dos acionistas sejam beneficiados por ela. Esta é a beleza do Go Horse: a sua efetividade em atingir o objetivo máximo do capitalismo.

Jack Welch é o pai da competição saudável. O Board do Go Horse não possui muito apreço por este ex-CEO, já que o mesmo é notório pela adoção do 6-sigma, um bullshit de enormes proporções. Mas Jack sabia da eficiência da competição saudável, e instituiu a seguinte política na GE:

  • 10% dos funcionários de pior rendimento devem ser demitidos (genial!)
  • 10% dos funcionários de melhor rendimento devem ser publicamente exaltados, recebendo mais responsabilidade sem, necessariamente, ganhar aumento de salário. Em outras palavras, a empresa diz aos outros 90%: “vocês são uns medíocres. O que vão fazer para provar o contrário?”.

É neste momento que cada horse passa a enxergar o horse ao lado como o seu pior inimigo, e consequentemente dá o sangue para um dia poder desfrutar de um pouco de feno ou cubos de açúcar. Quando isso acontece, é sinal de que a empresa foi bem sucedida em sugar o máximo dos horses, pois eles próprios passam a se cobrar.

O leitor já deve estar extasiado com a beleza dessa ferramenta Go Horse. Mas saiba que há outra grande virtude da competição saudável. Ao contrário das partidas que você está acostumado a assistir no SporTV, o horse vencedor não é descoberto no final. O horse vencedor, aquele que vai ganhar o cubinho de açúcar, já está definido desde o começo! Por quê? Por que sim! Ao invés de uma partida esportiva, a apuração do vencedor de uma competição Go Horse assemelha-se à CPI do senado, e  a competição saudável diverte o gerente assim como os gladiadores lutando uns contra os outros no Coliseu divertiam o imperador de Roma.

O cubo de açúcar não deve ser dinheiro. O horse vencedor pode até receber um pouco mais, mas nada além de um valor irrisório que o faça mudar de faixa de imposto de renda. Visando a eficiência, o prêmio deve instigar o pecado capital mais recorrente entre os seres humanos: a vaidade.

Jogo apertado, tenso, placar “quase” adverso… quando, aos 49 minutos do segundo tempo, Allan dispara pela ponta esquerda, dribla o goleiro e faz o gol para alegria do Maracanã lotado!
Eis que de repente o time visitande se revolta e a pancadaria rola solta. Policia em campo, gandula sendo agredido, torcida exaltada!
Para qualquer jogador a cena é preocupante, EXCETO PARA UM GOHORSER!
Podemos ver claramente, aos 40 segundos do vídeo, 3 ou 4 fluminenses go horsers passando e aplicando a metodologia Go Horse para gestão de conflitos nas equipes!

Metodologias ágeis de Gerenciamento de Projetos vêm ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo. A maioria das pessoas, no entanto, desconhece que tais metodologias são oriundas do Go Horse, e por isso relatamos aqui essa história.

Apesar de ser o pai das metodologias de gerenciamento de projetos, o nosso estimado Go Horse se viu ameaçado, há alguns anos atrás, pelo advento do PMBOK. Empresas aderiam em massa às práticas pregadas pelo PMI, ameaçando o Go Horse de extinção. Era a burocracia vencendo o trabalho verdadeiro.

Cientes do risco, pensadores Go Horse se reuniram em diversas partes do mundo a fim de encontrar uma solução para o problema. Após muitas discussões, chegou-se à conclusão de que a única maneira de salvar o GHP seria utilizar o princípio do Cavalo de Tróia: teríamos de nos infiltrar no território inimigo utilizando um disfarce que os faria pensar que somos iguais a deles.

Porém, como fazer isso?

A resposta foi a criação das metodologias “ágeis”: em essência elas são Go Horse, porém estão travestidas de burocráticas.

Primeiro, fizemos uma seleção de jargões. Esse pessoal do MBA adora jargões e acrósticos, então batizamos com nomes bonitos velhas práticas do Go Horse. Por exemplo: revisar um código fonte junto a um colega chamamos de “Peer Review”. Em um projeto de TI, o ato de ir programando sem planejar para não perder tempo virou “eXtreme Programming”. Inventamos também um “Repositório de Tarefas”, do qual os membros do projeto retiram atividades aleatoriamente para executá-las. O que é mais Go Horse do que isso? Estávamos, finalmente, recuperando terreno.

No entanto, nada mais genial do que o nosso artifício para acabar com reuniões desnecessárias. Sabe aquela conversa no café que todos nós mantemos com nossos colegas e conversamos sobre o dia de trabalho? Batizamos de “Stand-up Meetings”. Atribuímos um nome bacana às breves conversas informais de cafezinho e, de quebra, eliminamos as burocráticas reuniões de planejamento! Infelizmente, muita gente leva essa idéia ao pé-da-letra hoje em dia, reunindo-se em pé no meio de escritório para falar sobre o projeto. Mas tudo bem, o importante é não perder tempo planejando.

Lamentavelmente, nossa metodologia ágil foi deturpada, e hoje é objeto de aprofundado estudo, o que gerou uma extensa bibliografia. Ou seja, uma contradição imensa! Nossa idéia genial foi burocratizada, e hoje trabalhar com metodologias ágeis significa adotar um comportamento “em cima do muro” – nem Go Horse, nem PMI.

O mais importante disso tudo é o fato de termos atingido nosso objetivo: o Go Horse está de volta, mais forte do que nunca!

Confira a menção feita ao Go Horse no blog Cotidiano e Tecnologia. No texto “GHP – Go Horse Process – Quando os Horses têm vez?“, de 29 de outubro, o autor sugere ação autônoma por parte dos Horses para a implantação de processos.

Cabe ressaltar que o Go Horse despreza e abomina qualquer espécie de processo.

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